Cranela ›› Blog por Gabriela Cadamuro

UMA MISTURA DE CRAVO E CANELA

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Eu tenho crises criativas. Ápices e declínios. Dizem que as pessoas mais criativas são desse jeitinho né? Mas, eu nem me considero tão criativa assim, eu tenho aquele negócio de me sentir uma escritora de meia tijela, daquelas que enchem as páginas de clichês, mas é que tem clichês que são tão bonitinhos sabe? Que são tão esquecidos também, porque hoje você tem é que escrever coisa inovadora, irreverente e que nunca foi escrita antes. Mas, eu amo os clichês.
Eu tenho mania de cultivar hobbies, em parte porque todo dia eu quero aprender e fazer algo diferente e em parte porque eu enjoo fácil das coisas. Já fui viciada em listas, em aquarela, em céu, em tarô, em astrologia e hoje eu tô na vibe dos bordadinhos. Em parte cada coisinha dessas tem colaborado em me transformar em mim mesma.
Não sei se vocês entendem muito bem o que eu tô querendo dizer, é que eu tô no meio de uma dessas crises criativas sabe, mas não tem problema nenhum, certo? Nós somos todos humanos, feitos de carne, osso e poeira de estrelas. A gente pode errar mil e uma vezes e jogar a culpa nos astros, nos "crushes", no clima, nos clichês, no celular que não para de travar, na vida acadêmica que cobra muito de você. A gente também pode optar por carregar a culpa, se sentir pesado e chorar. "Choices", a vida é toda feita dessa palavrinha.
As crises, sejam criativas ou de qualquer outro viés, vão passar. Por mais que você ache a última frase desse texto demasiadamente clichê é exatamente o que vai acontecer, pois tudo acaba, inclusive a dor, inclusive a crise, inclusive os momentos bons também. Por isso, eu tenho um desejo, que a gente viva todo dia como se fosse carnaval, antes que chegue a quarta de cinzas.




Sim, eu vou bater na mesma tecla mais uma vez - e não prometo ser última vez - pois, acho que vocês ainda não entenderam muito bem o recado de alguns textos atrás. Vocês continuam seguindo um manual de instruções para dizer um "oi". Continuam pisando em ovos e tomando canja de galinha. Vocês nem sequer pensam em comer peixe, até porque, tem espinhas, tem que tirar e dá trabalho demais - imagina ai se fosse caranguejo?
Vocês digitam e depois apagam. E ficam esperando por um sinal que vem sei lá de onde para falar o que sente até para a própria mãe, é mais fácil ela adivinhar, ou ela ter algum poder especial - que a maioria das mães tem - do que você dizer que está triste, que quer conversar, que quer deitar no colo dela.
É o mal do século, esse tal do desapego. As vezes você nem é realmente desapegado, guarda até o papel de bala do primeiro encontro e fica remoendo a primeira vez que a viu naquele bar, naquele club, naquela boate, mas hoje em dia ninguém se apega a ninguém e mesmo sua mãe sempre tendo dito que você não é todo mundo, você é teimoso demais para acreditar nela.
Vocês preferem mil vezes a loucura de namorar alguns anos, noivar por mais uns e depois se casar, mas não ter um pingo de tesão na lua-de-mel, do que arriscar por alguém que além de tesão é capaz de te dar o mundo inteiro. Hoje, é feio demais ir atrás de alguém que perde a razão, é melhor ficar com alguém que te leve para jantar num lugarzinho chique e depois durma sem sequer te tocar, mas que faça aquela boa pose para selfie que vai ser postada no instagram e compartilhada em todas as suas redes sociais.
Esse texto - que é pequeninho assim - é para te dizer que rasgue o manual de instruções que tu comprou dessa sociedade que prega o desapego de afeto, mas o apego do preconceito. Rasga ele todinho. Perde a razão, os princípios, a cabeça, a harmonia, a roupa, a saúde mental. Podem até chamar isso que tu vai fazer de loucura, mas antes viver sem a mente sã e arriscar do que mais na frente olhar para trás e vê que na verdade, você não viveu nada.



[texto inspirado na música do Liniker - Zero]


Quero começar te dizendo para parar de ficar se corroendo por coisas que já aconteceram, isso nunca levou ninguém a nada e não vai ser diferente contigo. Guarda essas coisas ruins que te aconteceram numa caixinha e depois joga fora, deixa só as lembranças boas. Eu sei que essa conversar de jogar fora o que foi ruim é clichê, mas é desses clichês que precisamos de vez enquanto - principalmente na primeira semana do ano.
Experimenta coisas novas. Come aquela salada de brócolis com abacaxi que você tanto teve receio de experimentar no natal. Mistura uva passa com tudo, mesmo que você não goste dessa coisinha roxa e murcha. Lê Clarice Lispector e assiste aquela série que todo mundo disse que é ruim, vai que você não é esse todo mundo. Corta o cabelo de um jeito que você nunca se imaginou cortando, pinta de rosa, cobre, azul ou da cor que te fizer feliz. Se arrisca viajar só para alguma praia. Conhece os novos points da cidade. Tenta ficar sem acesso a internet por uns dias. Faz tudo o que for novo.
Que te dizer também que você merece tanta coisa boa. Beijar na chuva. Conseguir maratonar suas séries sem se sentir culpada por ter de trabalhar no dia seguinte. Café quentinho com espuma e tudo. Pão de queijo na chapa. Acordar com o cabelo mais macio que no dia anterior. Não ter pesadelos. Ter férias fora de época - porque os pacotes de viagem são mais baratos e você pode aproveitar para conhecer o mundo, nem que comece só pelo seu estado.
Você merece alguém que te toque a pele, mas principalmente a alma. Que ria das suas piadas toscas e goste das mesmas músicas que você. Que saiba que 10 da manhã ainda é madrugada e te leve para tomar uma cervejinha no meio da semana. Essa pessoa vai entender sua cara de nada, sua cara de mal humor, sua cara de fome e todas as outras caras que você tiver. Não vai se importar se você só quiser ver um filme e tomar iorgute de cajá ao invés de ir para balada e tomar umas. Vai te levar para praia, pro sítio do bisavô, pro parque, pra pracinha que só tem um banco, pra serra, pra acampar ou pra uma pousada. Ela vai te mostrar tanta coisa nova e você a ela. Vocês vão dividir um mundo.
Deixa alguém te bagunçar, te tirar do chão, mudar os seus horários e os seus planos de futuro. Se deixa ser feliz de novo e se não der certo faz tudo de novo, vale a pena.


[leia ao som de Tua - Liniker]

Eu sou mais eu. Sozinha e enrolada num edredom azul todo pontilhado com estrelas. 
Descalça sem nada e ao lado de um vinho bom, como na música do Liniker. Andando por aí, descabelada, irritada, abraçando a minha alma.
Com cheiro de acerola, margaridas e maçã. Vestida com roupas velhas, porém tão confortáveis. Descuidada e amada.
Cresci, crescemos. Um dia todos crescerão, mas ainda existem muitas crianças de 20 e poucos anos por aí.
Solidão, não é algo tão ruim assim. Eu tenho meus gatos, meu lençol, minhas meias e livros. Isso me basta, as vezes.
Quando me via só olhava no espelho e eu estava literalmente acabada, cheia de olheiras, rugas, cabelos estragados, gorda, espinhas espalhadas por todo rosto. Eu estava cansada. A vida me cansava, a rotina, a terra girando ao redor do sol. Eu nem sequer olhava o céu, mas hoje é tão diferente, porque eu cresci.
Minha altura é a mesma há mais de 4 anos. Meu peso oscila para mais e para menos de 6 em 6 meses. Só que isso não importa tanto. Eu consigo olhar para dentro de mim e ver a mulher que eu lutei para me transformar e a vejo - na maioria dos dias, porque sim, ainda existem dias difíceis - sorrindo, realizada, cativada por si mesma.
Eu sou apaixonada por mim mesma. Desde o cabelo desgraçado, as olheiras e aquelas espinhas que ainda teimam em aparecer em alguns dias do mês. Eu me amo, apesar de não apoiar minhas próprias atitudes impulsivas e repudiar minha mania de ficar me culpando por tudo que ocorre no universo e isso faz parte do crescer e amadurecer.
E bem, eu sou mais eu. Sozinha, acompanhada, com os gatos, lendo, ouvindo uma música qualquer e até sacudindo o esqueleto nas baladinhas da vida. Me amando de verdade, não tendo receio de arriscar, de viver. Eu cresci, apesar de ainda ter exatos 1,55cm.


PS.: texto antiguinho do meu tumblr, mas adaptado.

[você pode ler esse texto ao som de Chico Buarque - O meu amor]

Aprendi que você joga no mínimo quatro horas por dia nos intervalos do trabalho, da faculdade e no caminha entre a casa e qualquer um dos dois. Que você vai se deitar por cima dos meus cabelos e vai doer, mas, independente do quanto eu te xingue isso é algo que você não consegue controlar.
Você aprendeu que apesar da sua sinusite vão ter pelos espalhados pela casa e que parte de todo dinheiro que entrar vai virar ração/areia e bolinhas de lã. Aprendeu também que vai ser obrigado a ver HIMYM até o final e que já foi o Ted um dia e eu a Robin, mas que hoje eu sou a Tracy.
Eu descobri que vão ter roupas espalhadas pelo quarto e que vou me estressar com isso sempre. Aprendi que tua bebida favorita é café, tu ama misto-quente e macarrão com carne moída. Tive que dividir a cozinha contigo - e não achei ruim não, muito pelo contrário.
Tu percebeu que eu não como nem metade das coisas que existem. Que eu bebo mais leite que um gato novo e que a coisa que eu mais amo em tudo é queijo. Descobriu que eu vou ficar arrumando cada milímetro da tua bagunça, porque tenho TOC e que tu vai ter que me ouvir reclamar da pasta de dente que foi apertada no meio e não em cima.
Nós percebemos que amamos coxinha, sushi e hambúrguer com batata-frita. E ah, os brindes do Mc Lanche Feliz!
Eu notei que as noites longe de você parecem eternas e que as do seu lado passam num piscar de olhos. Descobri que minha mãe possui um ingrediente secreto para dormir com meu pai mesmo ele ronca igual uma serra elétrica - o ingrediente é amor.
Você deve ter odiado a minha mania de limpeza, e aceitado. E percebido que eu vou ocupar a maior parte da cama - nem que isso signifique dormir por cima de você - e que os lençóis vão amanhecer todos em volta do meu corpo - e ah, que eu tenho um lençol preferido e que você não pode tocar nele.
Percebemos que somos maluquinhos e que os filtros do Snapchat são ainda mais engraçados quando nós dois conseguimos fazer juntos. Que chorar as vezes faz parte e ficar cinco minutos brigados é quase uma tortura, imagina um dia! Descobrimos também que todas essas brigas vão girar em torno da minha mania de limpeza, da sua lerdeza e do nosso cotidiano em geral.
Mas, a melhor coisa que eu descobri - espero que você também - é que os defeitos completam, assim como os gostos em comum. Que nem tudo é um conto de fadas, mas é a vida real e o dia-a-dia que fazem o sentimento aumentar.

Se tu fosses uma obra de arte, não conseguiriam te duplicar. Tu seria como uma
pintura no Renascimento, única e toda detalhada pelos grandes mestres até hoje
conhecidos como grandes – porém, mal sabem eles, que grande mesmo seria o teu
valor, esse sim seria maior que qualquer mestre, pelo menos para mim.
Se o tempo passasse e começassem a te modificar, ainda sim tu serias único, mesmo
que já não fosses. Se te transformassem em capas de CD's, em publicidade, em um
layout de site, ou quem sabe, se pegassem a textura da tua pele e empregassem em
filtros do instagram, ainda sim, mesmo sendo muitos, tu seria único.
Tudo hoje é modificado pela tecnologia, é replicado, mas, tem esse sentimento que
mora dentro da gente, que a gente sente pelos outros – as vezes, pelos outros e outras
– e que não pode ser replicado, transformado, multiplicado e muito menos
mensurado, pois, este sim é único.
Por isso, ainda sim eu afirmo, mesmo se hoje tu tivesses enfrentado todos os
processos de replicação de imagens, de fotos, de quadros de tudo, ainda sim, tu serias
único para mim. Tu serias a minha fotografia favorita, a minha música mais ouvida e
o sorriso mais sincero do mundo inteiro.
E esse teu sorriso que é só teu, imagine se ele pudesse ser replicado e multiplicado
em mil faces pelo mundo inteirinho. Imagina se em cada esquina eu esbarrasse com
ele, com esse teu sorriso. Ainda sim, mesmo que todas as pessoas o tivessem,
nenhuma delas seria você.
Então, mesmo que tu não sejas apenas uma imagem, mesmo que tu sejas de carne e
osso com nome e sobrenome, quero te dizer que ainda que tu fosses a mera fotografia
duplicada, multiplicada e utilizada por um milhão de pessoas pelo mundo inteirinho,
ainda sim, tu serias meu único, pois, o cheiro da tua pele e do calor do corpo ninguém
mais teria além de você e é isso e tantas outras coisas que fazem do meu amor apenas
seu.

É sobre como você sorri para mim. Teus olhos piscam. Teus lindos olhos cor de entardecer, eles se fecham para mim. Tua boca se curva como a lua e tem um buraquinho que fica na tua bochecha, se não me engano na esquerda. Logo em seguida tua risada sai como uma músca gostosa de ouvir.
É também sobre quando o teu olhar esbarra no meu e me faz ficar corada. Dai tu diz o quanto eu sou "bônita" e logo eu seguida teus lábios encostam gentilmente sobre a pele das minhas bochechas e dos meus olhos e dos meus lábios. Mas, também é sobre quando teus lábios percorrem minha pele enquanto nua, provocando pequenas vibrações por todo o meu corpo pequeno.
Com certeza é sobre aquele teu beijo na minha testa e o sussurro que se segue, "eu cuido de você".
É sobre as carícias escondidas - quando em público - e os segredos que eu te conto com um olhar.
Também é sobre aquele entardecer que se tornou ainda mais lindo por te ter ao meu lado. Sobre as estrelas que guardam parte do que sentimos. E sobre aquele beijo enquanto a gente brincava de dançar com a chuva.
É sobre um passado que já passou. Um presente que tem teu nome. E um futuro que em cada linha tem um pedacinho teu.
Claro que é sobre como nos encaixamos perfeitamente em uma cama de solteiro. E como tuas mãos dançam pelos meus cabelos enquanto em durmo. E dançam pela minha pele enquanto suspiro.
Também é sobre quando tu me chamou de "amor" e eu sorri. E sobre o "te adoro" sendo substituido pelo "te amo" da forma mais singela que há.
É sobre todos os dias que se seguiram depois do beijo. E tuas mãos que não largam as minhas e nossos dedos que se encaixam tão bem. E sobre todos os dias que virão. E principalmente, sobre acordar amanhã e ver que o teu sorriso é o motivo de todos os meus.


[você pode ler esse texto ao som de XO - John Mayer]

As vezes me dá um medo danado dessas coisas que eu te digo meio sem querer. Dessa minha mania de intesidade, de pressa, de aperreio. Desse meu "quero ficar contigo a vida inteirinha, enquanto der".
Sou um navio no meio do alto mar, no meio de uma tempestade, no olho do furacão. Sou a própria tempestade.
Enquanto tu chega mansinho, maré, brisa, garoa, por do sol e gosto de céu. Eu chego trazendo euforia, confusão, furacão, tempestade, mar em ressaca e chuva de meteoro.
Chuva de meteoro... ainda bem que tu gosta tanto do céu quanto eu. Ainda bem que tu gosta do mar em ressaca. Ainda bem que tu gosta das tempestades. Ainda bem que tu gosta de mim.
É que eu sempre tô fazendo mil coisas e inventando mais. É que eu sempre ando toda perdida. É que eu queria fazer psicologia e publicidade e design e moda e amor. Eu queria era fazer amor, sair pintando as praças de alegria, enchendo o coração do povo e do mundo de felicidade e de azul.
Sim amor, eu tenho medo que tu enjoe do meu azul. Do meu sapato azul, meu vestido azul, minha saia azul, da minha alma azul. Minha alma toda azul. Mas, tu é laranja e laranja fica tão bonito com azul e tu fica tão bonito comigo.



Me liga amor? É que o dia acordou meio cinza hoje e meu coração batendo de uma forma tão desconexa, acho que é falta que o teu cheiro faz.
Manda um sms dizendo que você me ama? Que você me ama desse teu jeitinho contido, baixinho, mansinho.
Cola um post-it na minha geladeira, passa na minha casa, me dá um beijo? Hoje tá uma agonia só e eu só queria mesmo era encostar minha cabeça no teu peito e murmurrar bem baixinho que eu te amo, que eu te quero e que tu é meu.
Me liga? Liga e diz que eu sou o amor da tua vida. Que hoje tu acordou e percebeu que eu não tava do teu lado e teu peito apertou tanto quanto o meu.
Me enche de mensagens no Whatsapp, me liga, chama minha atenção, me dá atenção! Não sei em que casa vênus tá, nem a lua, mas toda essa necessidade de você deve ser culpa do alinhamento dos planetas.
Por favor, me lembra que eu sou tua? Não que eu não me sinta sua, mas é que nessa noite eu queria sentir o quanto tu me quer para ti.
Vem aqui? Ah, você não pode agora. Mas, tudo bem, eu entendo. Só me dá uma esperança de que vai passar aqui amanhã, que vai me fazer um carinho, um cafuné e dizer no meu ouvido que me ama. Mata um pouquinho essa minha necessidade absurda de você - e olha que eu nem sou sentimental.



É só você que tem cheirinho de sol pela manhã e gosto de fruta fresca.
Só você que parece fim de expediente e limonada gelada no verão.
Você que tem toque de quem tem medo de quebrar o que pega e olhar de aconchego.
Que tem aquele gostinho de novo a cada beijo e de descoberta a cada sílaba.
Tem a mão perfeita pros encaixes da minha cintura - e do meu meu corpo inteirinho.
É que tem gente que é como você, conversa mansinho, canta baixinho e parece nuvem de tão leve que tem a alma.
É aquele raio que ilumina o céu durante a chuva, mas que dá medinho também - medo de perder.
Parece fim de tarde de tanta cor que tem dentro de si e eu só queria ter esse azul do teu sorriso.
Sorriso azul, alma leve, olhar de aconchego de colo de mãe, fala de passarinho quando canta e toque de nuvem.
Tu é a calmaria e eu a tempestade?


Quero olhar nesses teus olhos cor de entardecer e dizer que hoje a noite será perfeita, que já tenho tudo planejado aqui na minha mente e basta você seguir meus passos de dança.
Desculpa, eu sei que você não gosta dessa minha mania de querer controlar cada detalhe, mas deixa dessa vez? Só essa vezinha? Você não vai se arrepender.
Quero que você durma sonhando com um futuro para nós dois, porque eu já planejei tudo aqui na minha mente. Porque eu te quero por anos, para não dizer para sempre.
Desculpa, você deve morrer de medo dessa minha mania de saber exatamente o que eu quero daqui há dez anos. Mas, calma o futuro é tão incerto. Talvez semana que vem eu nem queira mais nada do que quero hoje - exceto pela parte de te querer.
Quero te marcar com meus beijos. E quero que estes sejam os melhores que você já experimentou na vida, só porque são meus.
Quero te pedir que fique quando sei que precisa mesmo ir embora, não por egoísmo, mas porque tua companhia é a melhor de todas que já tive.
Desculpa... por me apaixonar, por te querer, por ser sua.
Desculpa, é que eu não sei sentir de menos, mas deixo tudo guardadinho dentro de mim. Cabe a você querer me descobrir.
Quero desvendar cada olhar teu, que não são tantos quanto os meus, mas tão mais bonitos. E quero usar essa cor deles como espelho todos os dias, como um filtro para minhas fotos que nem bonitas são. Quero ver eles brilhando para mim, enquanto sorrio boba com tanta beleza.
Foi mal, é que eu tenho tentado esconder, mas meu sorriso me denuncia, meu coração me denuncia, minha pupila me denuncia... É que eu quero você do lado certo, do aveso e até de cabeça para baixo. Só você.



Quem diria que ela se apaixonaria por alguém e que seus sorrisos teriam um nome e sobrenome como motivo, quem?
Ela que se dizia ser alérgica a essa coisa de andar de mãos dadas e dormir de conchinha. Que ia embora assim que acabasse a transa, ou inventava uma desculpa esfarrapada para que a outra pessoa se fosse.
Quem ia adivinhar que ela ia deixar de ir pra uma balada bacana na cidade só porque prefere mil vezes ficar deitada no colo dele vendo um filme qualquer, quem?

Cheguei até a pensar que ela realmente fosse imune a essa coisa que chamamos de "amor", mas então eu vejo a pupíla dela dilatar ao esbarrar com os olhos dele e um sorriso se abrindo em seus lábios.
Logo ela... Não tinha como saber que ali dentro existia alguém apaixonável. Todos chegaram a pensar que ela fosse um robô, mas ele - só deus sabe como - parece ter feito ela se tornar o ser mais amável do universo, parece ter derretido aquele coração de gelo que eu me perguntava se existia.

Como iam saber? Que ali olhando nos olhos dele o coração dela bateria num ritmo tão agradável que ela nunca mais ia querer se afastar, ou afastá-lo como sempre fez. Que só um segurar de mãos já faria com que o mundo inteiro se resumisse ao momento.
Tem gente que precisa de "um algo a mais" que é totalmente inexplicável e incompreensível. É aquela coisa das borboletas no estômago, do mini infarto, do querer e não saber o porque, simplesmente querer. É o/a "The one", o destino, os astros, a sinastria, Deus, Zeus, Jah... é química também. É tudo.



Foi sem querer mesmo. Esbarrei contigo naquela rede social e cliquei no botão "adicionar como amigo", mas no final acabei te adicionando foi no coração. Distribui "likes" pelas suas fotos quando na verdade, eu queria tá do teu lado em cada uma delas, ou ao menos queria transformar cada "like" em um beijo na tua boca, na tua testa, na tua pele.
Foi sem querer sabe, ou foi intenção tua? Que chegou com esse teu sorriso e fez meu mundo girar como uma roda gigante de felicidade e eu fiquei feito criança no meio do parque embasbacada com tanta beleza.
Talvez seja sem querer que tu respira ao pé do meu ouvido e me chama para mais um dança debaixo dos - nossos -lençóis.
É de propósito? Tu desvenda a minha alma com esse teu olhar e eu me sinto completamente vulnerável, porque parece que tu consegue enxergar além de mim e ninguém consegue fazer com que eu me sinta assim - nua de alma.
Sem querer não, mas, querendo muito eu te roubo um beijo no meio da noite, enrosco minhas pernas pequenas nas suas e jogo meus braços por cima de você. E você me beija. E você me abraça. E eu tenho vontade de te pedir que não me solte nunca - eu quero morar no teu abraço - que fique ali por uns mil anos, pela eternidade, por todos os dias.
Foi o destino? Os astros? Jah? Porque até olhando pro céu eu consigo perceber o teu sorriso nele. E quando eu me vejo dentro dos teus olhos eu me sinto a pessoa mais bonita do mundo - e a mais sortuda por ver que teus olhos brilham quando me fitam.
As vezes o sem querer pode ser uma das melhores surpresas da vida e foi exatamente assim com você.
E ainda bem que te encontrei, ou foi tu que me encontrou, ou a gente se esbarrou. Ainda bem que senti teu cheiro e o gosto do teu beijo. Ainda bem que eu posso ser a causa de alguns sorrisos bobos nessa boca linda - nessa boca tua que é minha. Ainda bem que eu posso dizer que teus olhos brilham para mim assim como os meus não negam o tanto que te querem. Que bom que o teu toque arrepia a minha pele fria e que os teus pés esquentam os meus durante a madrugada. Que bom que a gente se achou espero que eu não te perca, que tu não me perca, mas que se acontecer a gente se ache de novo e de novo e de novo.






Dilata tua pupíla, faz teu coração bater naquele rítmo gostoso e induz todos os teus pêlos a querer fugir da pele. Faz borboletas dançarem pelo teu estômago e tuas mãos suarem pela ansiedade do encontro.
Te faz querer dançar mesmo sem música e cantar mesmo que tu seja a pessoa mais desafinada do mundo. Faz tuas pernas tremerem, tuas mãos tremerem, teu corpo inteiro entrar em um colapso nervoso - e ainda assim tu ama.
Tu até se molharia na chuva só para que ela, essa pessoa, pudesse usar teu guarda chuva. Admites?
Faz tu perder o jogo só para conseguir uma risada boba e ahhhh, tu passaria horas ouvindo esse riso sem se preocupar com mais nada. Tu passaria horas mergulhado naquele mistério que ela esconde dentro dos próprios olhos.
Vai ver essa pessoa nem é lá essa coisa toda pros outros, mas pra ti o mundo todo se resume ao nome dela. Talvez ela nem seja tão bonita assim, mas teu coração faz teus olhos enxergarem um dos deuses do olimpo quando tu olha pra ela.
O cheiro dela é o melhor de todos que tu já sentiu e ela deve ter aqueles olhos que sorriem.
Te faz querer perder o sono. Espalha mil sorrisos pelo teu rosto e tu não consegue disfarçar o brilho dos teus olhos quando ela passa.
Se ela te pedisse qualquer coisa que fosse, tu faria. E se ela te pedisse um beijo tu não exitaria um segundo para dar e tu queria tanto dizer tudo isso pra ela, mas nisso tu exita. Tu exita porque ela é tão misteriosa e tu é uma pessoa tão insegura. Exita porque acha que ela é demais pra você e quer que ela ache alguém melhor, sem defeitos. Exita porque mesmo sabendo que todo o corpo dela se encaixa no teu tu não acha que um dia ele chegue a encostar no seu, ou se já encostou, talvez nunca mais exista um toque.
Tu seria o porto seguro dela, disso eu não duvido. E ela, bem, ela seria o teu chamego e aquela coisinha pequena - mesmo se ela for grande - que tu tanto quer cuidar e proteger de todas as formas possíveis. Aquela que tu beija a testa e o beijo realmente significa "eu cuido de você" mesmo que ela nunca tenha notado isso.
Eu sei que você leu tudo isso pensando nela, assim como eu li. Eu sei que tu seria - pelo menos quer e tenta ser - o melhor de todos pra ela. Sei que assim como eu não se importa com a cor, raça, religião... com nada, porque, tu só enxerga aquela pessoa maravilhosa que ela - no meu caso ele - é. Sei também que tu queria tá agora na frente dela, queria tá com teus dedos enroscados nos dela e queria mesmo, de verdade, poder dizer pro mundo inteiro - o teu mundo inteiro que se resume a ela - o quanto ela é linda e maravilhosa só por respirar.
Por que a gente tem tanto medo? Por que a gente simplesmente não se entrega de vez e vai tentar viver esse sentimento que é tão gostoso quando livre? Eu sei que tu quer o bem dela e tu se acha todo errado, eu me acho toda errada, mas sabe... é que talvez aquele sorriso dela seja por tua causa e tu nem sabe. Faz um acordo comigo? Se eu tentar, se eu me deixar livre pra sentir tudo isso... tu tenta também?


[você pode ler esse texto ao som de La Vie En Rose]

Quando você olha nos meus olhos parece que a terra para de girar. Quando você olha nos meus olhos parece que o infinito inteiro se enconde dentro de você, enigmática. Quando tu sorri - amo teu sorriso. Quando tu sorri meu mundo fica tão mais bonito.
Tuas mãos foram feitas para se encaixarem nas minhas. Tuas mãos são o encaixe perfeito das minhas. Tua boca tem o melhor sabor do mundo. O teu beijo faz meu coração bater mais rápido. A tua voz. A tua voz.
Essas borboletas no meu estômago quando tua mão passeia pelo meu rosto. Minhas mãos tocando a pele macia do teu rosto.
Quando tu me beija inteira.
Quando te beijo inteira.
Tua pele sempre tão macia. O cheiro da tua pele. Tua pele quente esquentando a minha. Minha pele quente esquentando a tua tão fria.
Os teus tantos olhares. O teu olhar de admiração e aquele de quem quer sempre mais. Teus olhos que segue o teu riso. Meus olhos que sorriem ao te ver sorrindo.
Teus braços que me envolvem tão delicadamente. Quando te abraço da forma mais carinhosa possível. Teus braços que não me largam na despedida. Teus braços me envolvendo quando preciso ir embora.
Aquela parte entre teu pescoço e teu ombro que foi feita pro meu rosto. Teu rosto encostadinho no meu pescoço.
Quando mesmo com medo quero ir mais rápido.
Quando tu quer ir rápido demais e eu tento - mesmo sem querer tentar - ser a pessoa racional na relação.
Quando quero te dizer coisas demais.
Quando sinto que tu quer me falar o mundo, mas se cala.
Eu queria te dizer que é para sempre o tempo que for.
Quero te dizer que o nosso para sempre pode ser só uma noite.
Não sei se gosto de você, mas quero gostar.
Eu gosto de você, mas acho que quero gostar ainda mais.
Para sempre, seja quanto isso for.
Para sempre, seja lá quanto tempo isso signifique para você.



[você pode ler esse texto ao som de Hotline Bling]

Deixa pra lá esse teu receio de que posso não gostar de algo e simplesmente tenta. Tenta se tiver com vontade, com tesão, mas não fica com aquele pensamento do "...e se?", porque se eu não gostar a gente troca de posição, vai pro chão, ou para tudo e tenta outro dia, outra hora.
Perde esse teu medo de me tocar. Beija meu pescoço e roça essa tua barba gostosa onde quiser. Lê os meus gemidos e aprende o quanto eu gosto ou não de algo. E aprende que o meu tesão é te ver morrendo de vontade de me tocar inteira.
Se aventura pelo meu corpo. Me toca sem receio e me bata se tiver vontade - onde tiver vontade -, porque eu não vou hesitar em pedir uns tapas se o meu tesão mandar.
Se tu tiver vontade mesmo, me morde, me coloca de quatro e dá um puxão forte no meu cabelo, me chama de cachorra, de puta e do nome que tu quiser, porque ali, tão exclusivamente naquele momento, eu serei tua puta.
Não se prende ao convencional por medo/receio testa o que tu quiser comigo, aquela posição ousada do kama sutra e aquela camisinha nova que tu não hesitou comprar, mas teima em hesitar usar. Faz dessa transa, dessa noite, desse dia, algo marcante para mim. Por favor, não seja só mais um que "fode" e vai embora e a gente fica é com vergonha de dizer que rolou qualquer coisa.
Só faz o que tu quiser comigo, porque se eu topei tirar minha roupa eu quero o teu melhor - e te darei o meu.

Se eu acreditasse em Papai Noel, pediria você todo embrulhado em papel celofane e com um laço enorme de fita no pescoço. Mal dormiria na noite do dia 24 tamanha ansiedade de te encontrar dentro da uma caixa de presentes endereçada tão somente a mim. Acho que na verdade, viraria a noite e assim que ouvisse o "ho-ho-ho" subiria o telhado torcendo para que você estivesse encolhidinho dentro daquele saco vermelho enorme.
Sabe no meu aniversário? Então, foi seu nome que veio a minha mente quando apaguei as velinhas. E eu torci muito para que você entrasse do nada - com todos os meus familiares ali reunidos - e me trouxesse esse teu sorriso que me faz um bem danado e esse teu abraço que me envolve inteirinha.
Queria ter a sorte de ver uma estrela cadente só para pedir você aqui e agora. Só para sentir teu cheirinho de céu azul e algodão doce. Só para ficar olhando meu reflexo nesses teus olhos castanho-acizentados - desvendando minha alma.
Quando me perguntaram o que eu queria ganhar naquele amigo secreto - que nem é tão secreto assim - eu pensei em responder: você, mas, ninguém entenderia essa minha obsessão. Ninguém sabe o quanto tu é essencial - pra mim.
Se eu fizesse nossa sinastria e nada combinasse eu daria um jeito de modificar as posição dos astros na hora em que nasci, só pra que finalmente a gente pudesse ter algo em comum. Só para que minha lua beijasse o teu sol. E o meu vênus se enroscasse no teu marte.
Se eu pudesse fazer um único pedido que fosse a Deus, a Buda, a Jah, a Zeus eu com certeza pediria pelo seu nome e tudo o que vem junto com ele. Pediria para que você me fizesse aquele cafuné gostoso e que me tocasse a noite inteirinha com essa tua pele macia.
Se por uma armadilha do destino eu estivesse em Alibaba e encontrasse a tal da lâmpada mágica todos os meus três pedido seriam por você. E em cada um deles eu iria pedir o bônus de ter o teu amor pra mim.
Seja trevo de quatro folhas, pé de coelho, ou ferradura eu só queria ter a sorte de esbarrar contigo em cada esquina da cidade, em cada rua que eu entrasse. Eu queria ter sorte de me olhar no espelho e te ver bem atrás de mim com toda a extensão do teu corpo me tocando.
Só queria mesmo era ter essa sorte de te querer contigo me querendo ao quadrado do quadrado multiplicado por mil - e nem assim tu iria me querer mais do que eu te quero. 




Acho que cansei desse teu mal humor de 60 anos que só existe quando eu falo contigo. E de todas as desculpas esfarrapadas que você inventa para justificar tuas atitudes de quem não quer mais nada mesmo morrendo de vontade de querer.
Cansei desse vai-e-vem que nunca chega a lugar nenhum. E desses nossos caminhos separados que eu insistia em juntar nem que fosse por uma noite, nem que fosse a força.
Cansei dos teus sumiços repetindos e das tuas reaparições quando eu já tenho partido para outra. E cansei mais ainda da minha atitude imbecil de largar tudo e me jogar de novo na loucura que somos nós dois, que éramos nós dois.
Eu apenas não quero mais esse teu amor que não chega a ser nem pela metade. Que não passa de um conta gotas. Que já nem pinga mais. Que não passa de uma ilusão que eu alimentei durante tempo demais.
Cansei porque eu acho - tenho certeza - que mereço mais do que uma noite. Que mereço alguém que não vá embora na primeira tempestade - alguém que não seja tempestade. Porque eu queria, pelo menos uma vez, ser maré e não essa ressaca que com você não tem fim.
Queria que você entendesse que já não quero mais - mesmo morrendo de querer. Que já tem outros braços enroscando o meu corpo pequeno. Outras mãos que seguram as minhas. E outros dedos - tão delicados - que deslizam pelos meus cabelos durante a noite inteira me fazendo um cafuné tão gostoso, como você nunca fez.
Cansei porque, existe outra boca beijando meus lábios. E outras palavras que me consolam quando nem dormir consigo. Que há outros pés que esbarram nos meus, mas não me acordam.
Eu cansei porque, mesmo ainda sendo tempestade encontrei alguém que me faz ser garoa vez ou outra - mesmo que por pouco tempo. E ser garoa é tão bom, de uma forma que eu nunca imaginei que fosse.




[você pode ouvir essa música ao som de Rainy Day]

Você chega em certa fase da vida e percebe que os problemas já não se resumem em levar uma queda e ralar o joelho. Olha pros lados e não tem sua mãe com aquela voz calorosa te dizendo que vai ficar tudo bem, que é "só dar um beijinho que sara". Nem seu pai para te comprar todas as guloseimas da lojinha da esquina - acaba sendo sorte se você tiver alguma bala perdida dentro do bolso de algum short.
Chega essa hora em que você recebe certa carga de responsabilidades. Que tem que comprar a própria comida e tomar as próprias decisões - e você ainda não consegue nem escolher o sabor do sorvete. Tem que lembrar de acordar sozinha e de limpar a própria sujeira - que eu só percebi que eram os outros que limpavam depois que passei a morar "sozinha".
Aí é que você nota o quanto sente falta daquele colinho do pai e do beijo que sua mãe te dava todos os dias. De alguém que pergunta como foi seu dia e que sente quando você está mal. É nesse momento que você passa a valorizar todo o tempinho que pode passar ao lado deles e lembra com um misto de tristeza e saudade de todas as broncas que já levou e ainda leva.
É nessa fase da vida que um coração partido - mesmo ainda causando certo alvoroço - não te faz chorar como o medo de ficar sozinha faz. Fantasmas novos aparecem e te assombram com mil e uma perguntas sobre o futuro - "será que vou consiguir?" é sempre a mais frente.
É nesse momento que você passa a olhar para todos que já passaram na sua vida, os que te deixaram, os que trairam, os que foram se afastando aos pouquinhos e deixando rastros de saudades em todos os lugares, aqueles que foram percas repentinas, os que não passaram de um verão ensolarado e aqueles que foram temporal - pode ter certeza que esses últimos levaram uma parte de mim ao partir e que me partiram junto com a partida.
Você se encaixa exatamente em temporal e no fato de ter me partido ao partir. Eu já era uma bagunça ambulante e você me bagunçou mais ainda. Trouxe na mala - nas nuvens desse temporal que você é - medos, ideais, confusões, dúvidas, ansiedades... e eu boba tomei tudo para mim. Me entupi de receios por você e tomei posse de cada medo teu - dizendo para mim mesma que te entenderia se fizesse isso.
Acabo sempre escrevendo e descrevendo você - nem que seja em metáforas. É que sabe, você me tatuou com a tua impressão digital, me preencheu com seu cheiro, fez meu coração derreter inteirinho e me fez mudar completamente. Diria até que hoje a minha vida é dividida em duas, uma antes de você e uma depois, onde o durante não passou de um dia chuvoso no meio do verão e sendo assim, você foi embora tão rápido quanto a chuva. E eu fiquei só um vazio repleto saudades.






Eu prometo ir devagar. Sei que você tem medo da entrega. Que já deve ter se machucado com esses "eu te amo" não respondidos, com as mensagens não lidas, com a espera por alguém que nunca veio. E eu te entendo e/ou tento entender pelo menos, por isso quero ir devagar.
Prometo não te amedrontar te apresentando minha família. E adiar todos os planos que eu já fiz para nós dois. Deixo minha intensidade de lado, porque compreendo todos os muros que você construiu ao redor do seu coração, porque eu também já fiz minha muralha e só a deixei desabar depois de anos.
Vou engolir esse "eu te amo" que quer sair e aquele "pra sempre" também.
Prometo que vou sentar com você e conversar sobre essas coisas bobas do dia-a-dia. Ouvir sobre o seu trabalho. Tomar um vinho tinto suave lentamente. Perguntar sobre como tá sua faculdade e não ser invasiva demais.
Só vou segurar sua mão se estivermos nós dois. E não vou demonstrar essa pontadinha de ciúme que sinto quando sei que tu tá com alguém mais interessante que eu.
Apenas vou te deixar livre para decidir que filme a gente vai ver e o qual o sabor do sorvete que vamos comprar.
Porque eu te quero, devagar e com pressa, na calmaria e na minha intensidade de amar por nós dois (ops!). Te quero quando eu tiver andando pela casa com aquela tua blusa só porque ela tem o teu cheirinho - que é tão meu. Te quero ainda em gestos calculados, no silêncio, no sussurro e quando nossas pernas se entrelaçarem no meio da noite. Te quero quando tu não tiver bem e precisar do meu colo para descansar e também quando tiver tudo indo de vento em poupa e você só tenha sorrisos a compartilhar comigo.
Deixa eu te querer assim, prometo que não vai ter pressão, que não vou te apresentar pros meus amigos e que não vai ter relacionamento nenhum. A sociedade nem precisa saber da gente, mas deixa eu te querer assim? Deixa?




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Autora





Cranela é a singela mistura de cravo e canela. Dizia Jorge Amado "Gabriela".

Gabriela Cadamuro, canceriana, 24 anos. O jornalismo é a minha vida e a escrita é mais ainda, o chocolate é a forma de adocicar-me enquanto o café é de amargar-me. Tudo aqui foi e é criado com a vontade do ler, escrever, conhecer e amar. Tem muito mais por ai. Beijo, Cranela.

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