Cranela ›› Blog por Gabriela Cadamuro

UMA MISTURA DE CRAVO E CANELA

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"Você sangra?" Esta frase faz partes daqueles momentos cinematográficos que você pensa: "Porra! Estou amando esse filme". Só assim para descrever a vibração na sala ao perceber que mesmo sendo uma cena já assistida anteriormente nos "trailers", vai se repetir pela eternidade em minha mente. Batman vs Superman: A Origem da Justiça, têm suas falhas, mas são mínimas como filme em si. Contudo, para os fãs de DC e conhecedores, dos heróis e vilões da editora, alguns furos na origem dos personagens não passaram batidos. Nada que mudasse a animação ao final do filme, que por sinal deixa muitas lacunas e um gancho forte para as continuações. 

O universo DC, começou chutando a porta pesado, DoomsDay logo de cara foi para encerrar a conta, e mostra para a Marvel que eles não estão de brincadeira. A referência a Darkseid, os easter eggs de outros vilões do universo, tudo isso estava ali, para afirmar claramente que as cartas da "casa das ideias" estão acabando e as deles ainda nem foram colocadas na mesa. Esse filme e todas as ideias que saem da cabeça de Zack Snider mostram que na arte de transpor de forma "cartunesca" para o cinema as HQS, o direto está bem a frente dos demais. Tudo bem, são propostas diferentes, mas tem uma coisa ali que dá veracidade e ao mesmo tempo te faz cultuar os deuses criados pela editora. 

O filme exagera, por que o universo DC é grande, estamos falando de deuses, até o homem entre eles, está acima dos meros mortais. E isso fica claro no filme, Batman, envelhece, mas o tempo não atinge sua sede de vingança. O treinamento forçado que o herói se propõem no filme só para enfrentar o maior de todos seus oponentes, Superman, fica além da logica natural. Como se a idade não tivesse chegado. Tecnologia, inteligência, ambiente, tudo vira arma nas mãos do morcego. Quem paga o pato, o "kryptoniano", que toma a surra no filme, mostra um lampejo de reação, mas puro instinto, nada que assustasse o calculista Bruce Wayne.

Surra essa, que só acaba com a mera coincidência que está nos nomes das mães desses inimigos íntimos. Se você for ao cinema esperando pé de igualdade entre eles. Esqueça, nem nos momentos trágicos Superman consegue comover (não sei se é culpa do ator, ou do herói datado), você quer ver ele apanhar. Você precisa ver ele apanhar. E sim! Apanha e muito! Ele também morre no final. Uma morte para ganchos. Um evento para tirar de cena o maior de todos os heróis, e deixar o caminho aberto para os demais filmes da DC. Sem aquelas perguntas óbvias que sempre fazem quando um filme da Marvel é lançado: Cadê os Vingadores? O Thor, Capitão América, Homem de Ferro, onde esse povo se esconde quando o mundo vai acabar? Como o Homem Aranha vai explicar o por quê de não dá as caras em Hell's Kitchen e ajudar o Demolidor? Talvez à maior falha da cronologia muito bem elaborada da casa das ideias. 

Entretanto, esta falha a DC evitou, não teria como fazer um filme da Mulher Maravilha, outro do Batman e tantos outros sem colocar Superman na brincadeira. Só que o herói não vai ficar morto para sempre, e nesse ponto começará os problemas. O cara é um deus, exagerado em todos os aspectos. Bom! Esta resposta, não teremos tão cedo, mas nos quadrinhos dá certo (hahahaha), vamos esperar no cinema. O que temos agora, é um filme que equilibra bem o heroísmo do alienígena herói, e do homem acima da lei. Os demais integrantes da "Liga da Justiça", com exceção da Mulher Maravilha, foram apenas apresentados de forma, um tanto quanto sem sentido, por que mostrou uma capacidade de Lex que não existe nos quadrinhos, a onipresença. Sim, essa característica é virtual, movida pela internet, mas, fora de contexto. O Luthor conseguir saber dos meta-humanos, tudo bem. O cara é um dos maiores vilões da DC, mas, o Batman também deveria ter pelo menos uma noção. Estava aposentado, sim! No entanto, pelo que foi apresentado no filme, ainda de vigia. Voltando ao Flash, Aquaman e Cyborg (sem Arrow e Lanterna verde) as cenas foram legais, curtas, mas interessantes para se ter uma noção do tom que cada ator dará ao personagem. A Mulher Maravilha é outra história, mesmo estando apenas no subenredo do filme, sua presença é tão forte quanto a dos futuros companheiros de liga (Superman, nem falo nada). Foram poucas cenas, uma trilha de sonora de apresentação horrível, mas como todo o filme, chutou a porta e com força, teve laço da verdade, briga de igual com Doomdays, salvou a vida do Batman, e saiu tão enigmática como na primeira momento que apresentada no filme. 

Chega de dar spoilers, o filme é muito bom, memorável, e vale a pena assistir várias vezes só para achar o Flash nas cenas (zoeira, piada de momento). Sem entrar no mérito de notas, mas já o fazendo, fica no 9,5, por que sou leitor de quadrinhos, e o General Zod ser transformado em Apocalipse (nome do vilão no Brasil) por Lex Luthor, com ajuda de kryptonita e sangue humano, foi tenso. 



A transexualidade atingiu um novo patamar na cultura pop em 2015 e nesse começo de 2016. De cabeça, posso citar a midiática transformação do ex-atleta Bruce Jenner em Caitlyn Jenner, as atrizes transexuais Jamie Clayton e Laverne Cox, das séries Sense8 e Orange is the new Black, ambas da Netflix, vem conquistando prestígio na mídia. E não seria diferente com “A Garota Dinamarquesa”, que teve sua estreia em 11 de fevereiro aqui no Brasil.

Passada no começo da década de 20 em Copenhague, Dinamarca, a história conta a vida do pintor Einar Wegener, muito conhecido pelas suas paisagens pantanosas de sua infância, e de sua esposa, Greta, que pinta retratos para os burgueses e está lutando para ser mais reconhecida. O casamento dos dois era como qualquer outro durante seis anos, até que um dia, Greta pede para que o marido coloque um vestido para que ela possa terminar um quadro, e tudo acaba mudando a partir daquele instante. 


De uma brincadeira entre marido e mulher, Einar acaba descobrindo que dentro dele há uma moça chamada Lili, a muito tempo adormecida, e que precisa ser mostrada para o mundo. Ela passa a posar usando vestidos para que sua mulher possa pintá-la, e a sair na rua assim, chamando a atenção de rapazes e de todos os que estão em volta. O que antes era apenas diversão acaba se tornando uma vida, e uma questão de saúde. A história mostra como Einar lutou com “garras e dentes” durante o dia-a-dia para se tornar Lili, como sua mulher, amigos e os seus conhecidos mais próximos, e mesmo os distantes, reagem a isso, e como ela sacrificou toda a vida que conhecia para viver uma que realmente valesse a pena.

Com uma fisionomia pouco atrativa e, ao mesmo tempo, singular, Eddie Redmayne, tem também uma androgenia que o torna uma escolha perfeita para viver Lili nas telas. E se restava alguma dúvida sobre o seu talento desse vencedor do Oscar “A Teoria de Tudo”, em “A Garota Dinamarquesa” o vemos novamente em um trabalho extremamente meticuloso de composição. 

A química entre Redmayne e Vinkader funcionou com eficácia e harmonia, permitindo que o talento individual de cada um fosse explorado de maneiras distintas. Eu chorei muito com esse filme porque dá para sentir todas as angústias e dores que a Lili sofre até aceitar quem ela realmente é! 


Escrever uma crítica não é somente julgar, mas, ter empatia. Conhecer o tema... ou determinado assunto. O autor levou em consideração não somente uma história comovente e sofrimentos extremos, mas algo em comum... O amor. Mostra toda a sensibilidade não compreendida dos transexuais que sofrem com a falta de respeito e apoio da família, amigos e da sociedade. Deixa evidente a diferença entre ser um homem/mulher trans ou de alguém fisicamente com características femininas e se travesse de "mulher". Ser transexual é muito mais que isso. Onde nesse roteiro mostra uma parte de toda a "odisseia" vivida por indivíduos trans. Um excelente filme com atores fiéis ao papel de maneira superbe! 

A humanização da relação das duas protagonistas (nesse caso do Redmayne e da Vinkader) é belíssima e a sinceridade com que o filme trata o dilema da Lili é tocante. Sem nunca cair para o completo melodrama, sempre dando asas à sutileza, em cenas que insinuam sentimentos ao invés de ficarem colocando o personagem para narrar o que sente. O ponto de vista da história quer enfatizar a luta pelo qual um transgênero precisa passar para aceitar a sua condição e romper com barreiras psicológicas. Não é uma situação fácil, algo que nenhum cisgênero deve ser capaz de entender, mas filmes como esse, sem dúvida, servem para ajudar nisso. 


“A Garota Dinamarquesa” é uma adaptação do livro homônimo de David Ebershoff, porém, é preciso levar em consideração que muitos fatos foram infundados para surtir dramatização à história que ele quer contar. O ponto partida da verdadeira história de Lili está na sua autobiografia “Man Into Woman”, mas que se aproveita de breves momentos para mostrar ações que, infelizmente, se repetem até hoje em dia, como a agressão (em muitos casos, fatais) contra os transexuais e homossexuais, e também a repressão contra as mulheres. 

Mas é isso, mais do que contar uma importante história, o grande trunfo desse filme é trazer para o grande público a temática trans e a importância de respeitar a identificação do próximo. Uma obra comovente, de muita sensibilidade, superação e situado numa época que transexualidade/homossexualidade era tratado como doença.

Colaboração do leitor Tom Martins

Vazou! Quer dizer, pelos é o que dizem por aí. Estou falando do primeiro trailer oficial de Batman vs Superman. Não interessa para os fãs e fanboys da DC (existe diferença acredite) o que aconteceu, apenas que foi a melhor coisa depois do teaser na Comic-Con San Diego de 2014. Seria uma resposta a Marvel? Uma forma de ofusca o lançamento mundial da segunda parte de Vingadores? Difícil afirmar. O fato é que o trailer, esta circulando na internet. Para mim nada demais (mentiroso), diferente dos aficionados por heróis, entendi o lançamento mais como uma resposta a situação de vazamento (não estou falando de água). Warner vinha guardando esse trailer para "Mad Max - Fury Road" filme que sairá no dia 15 de maio, (Assistam! Por que esse filme promete), agora é sentar na sala de edição, colocar cenas novas, tirar excessos, e dizer que na segunda - feira sai novo trailer. Por que essa afirmação. Simples. Durante todos os meses que se seguiram ao anúncio do filme, o segredo foi prioridade. Basta notar como são confusas as informações do enredo. Qual será o papel de cada personagem de fato no filme? Quem aparecerá? Quem só fará ponta? Qual membro da Liga dará as caras? Estas e outras dúvidas permearam as noticias sobre o filme de super-herói mais aguardado. Sim! Estamos falando dos maiores heróis das historias em quadrinhos, se você não curte lamento (estou até agora esperando um filme do Demolidor, mas, me contento com a série, fod....). Contudo, também podemos dizer que foi um ótimo termômetro. Assim como aconteceu na Marvel, na Fox, mostrou o potencial. Já previsto, claro! Só temos um problema. Como vem acontecendo sempre quando se fala desse filme, tudo muito confuso. Nada muito esclarecedor, você não consegue entender quem tem razão, quem mata quem, mas entende que religião será um tema recorrente. A ideia aqui e falar desse trailer e esquece a notícia que segunda saíra outro. Vamos lá.


Principalmente nas aparições do Superman, a ideia do deísmo está presente (Não sabe o que significa a palavra? Vai ler. Sou contra "emburrecer" pessoas), será o norteador do argumento que movimenta a história do personagem na película. Como sempre, mostra adoração, alienação, oportunismo e claro, força. O kryptoniano, para mim é sem dúvida um herói datado, mas como disse: Um dos maiores expoente da historia das HQs. Teve seus grandes momentos, autores consagrados, já escreveram suas histórias, mas se perdeu no tempo, nas propostas e ideais. Basta notar que a grande produção relacionada ao herói, ficou bem aquém do esperado em bilheteria e aceitação da crítica especializada. Embora um ótimo filme, era aguardado faturamento superior há $1 bilhão. Não rolou. Lucrou menos de $700 milhões, péssimo resultado para uma produção de $250 milhões. Porém, se pagou. O grande empecilho foi aceitar a visão do personagem trazida por Zack Snider. Fãs das antigas não curtiram as mudanças de personalidade, de uniforme (sim, queriam a cueca vermelha), o ator é uma história à parte, basta dizer que faltou emoção. Resultado disso tudo, nada! Está garantida a sequência, o ator estará nas próximas produções, o diretor é o mesmo, só que a Warner decidiu apelar. Consciente que tem nas mãos o herói, mas fod... dos quadrinhos, o Batman (existem heróis, na formatação Marvel e DC, e entidade como Sandman e Dr Manhattan). Decidiu coloca-lo para sair no braço com Superman. Apelação sim! Por que a Marvel não pode colocar X-Mens, contra Vingadores. Porém, não vou ficar chorando. E quem liga para isso? Será o UFC do século, e pelo trailer será muito bom. Entretanto, o forte dessa historia está nos quadrinhos de Frank Miller, mas precisamente "O Cavaleiro das Trevas", existem outras referências é lógico, mas o tom ambiente está no universo do morcego. Existem cenas pontuais no trailer que decidi explicar para embasar esse argumento são elas: A cena do Batman entre as colunas. A primeira imagem de Bruce Wayne, com cara de choro. A imagem da roupa do Batman. Superman e o exercito. A cena do kryptoniano em meio a multidão com rosto angustiado e por ultimo a cena inicial com recorte de diálogos, narrando a aproximação da estátua. Seguinte:
Para mim a cena do Batman olhando para cima em meio a colunas é uma referência a historia do herói, por que tem muitos easter eggs. Pelo menos 3 personagens são referenciados nas pichações: Mulher Gato, Charada e Hera Venenosa. É só notar, o desenho do gato em uma das colunas (na esquerda mais a frente) com a cabeça em formato de coração, escrito Afrodite em outra coluna e o ponto de interrogação é óbvio. Outras ideias menos evidente são colocadas, destaque para, o excesso de J, e nomes com "Jo" como sílaba inicial. Outra coisa não acha que ele esteja olhando para a roupa dele como sugere a cena. No meu entendimento, a imagem faz parte do começo do filme, onde observando toda a destruição, Bruce Wayne se sente impotente, por isso o ar chorão. Bom! Parece que a roupa dele esta com textura não rasgada como alguns "críticos" preferiram entender. Se o Snider foi atrás de referência então o Superman pode sim estar trabalhando com equipe, já que nos quadrinhos trabalhou para o governo americano. Esse fato com certeza incomoda o Batman. Um herói trabalhar para alguém. Certamente, não vai à favor dos princípios do homem- morcego.
O Homem de aço no filme me parece um personagem propaganda. Por isso, o herói de Gothan destruiria a base como mostrado no trailer. Só que cabe ressaltar, Superman parece meio confuso, talvez não aceite todo o culto. A cena da mulher com a mão estendida deixa a entender que ele se tornou um deus, mas o momento de hesitação sugere desgosto. Agora a cena inicial. Os diálogos que acompanham a situação me parecem mais destinada ao Superman, frases soltas, que colocaram na cena para ilustrar o momento do personagem. Por que o déspota que invade países sem autorização é ele. E como os primeiros princípios culturais que ele conheceu foram americanos, pode ser que ache correto defender ideais dos EUA. Quem acompanhou o trailer percebi uma diálogos que constroem um produto, o falso Deus. E todos sabemos como o Batman entende os símbolos (para você perdido por aqui, ele usa o símbolo para causar medo) e o paladino com as cores americanas, significa terrorismo, privação de liberdade, submissão de nações. E o “mister” do herói proíbe, seguindo essa cartilha temos motivos suficientes para uma boa briga. Agora é aguardar os próximos capítulos, espero que a Warner decida que propaganda é a alma do negócio. 

EMIR BEZERRA, COLUNISTA
Olá pessoal. Vocês já ouviram falar da série "Maze Runner - Correr ou morrer", certo? Pois bem, o filme que estreou em setembro de 2014 como adaptação da série literária de James Dashner foi um sucesso de bilheteria. Nada mais, nada menos que 32,5 milhões apenas na estréia. 



"Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, o jovem Thomas (Dylan O’Brien) é abandonado em uma comunidade isolada formada por garotos após toda sua memória ter sido apagada. Logo ele se vê preso em um labirinto, onde será preciso unir forças com outros jovens para que consiga escapar"

Com esse sucesso todo, o segundo livro de uma saga de quatro livros será adaptado também para a continuação nas telonas. "Maze Runner - A prova de fogo" estréia exatamente um ano depois, em setembro de 2015. 

Ainda não tive o prazer de ler a saga de Maze Runner que faz um grande sucesso. Mas eu vi e posso dizer que foi empolgante e desafiador. Meu fôlego acabava em segundo e demorava para que eu percebesse que precisava dar uma respirada. Meu coração foi na garganta diversas vezes e eu senti um "puta" gostinho de quero mais, mas muito mais! Me prendi ao Thomas e principalmente ao Newt (oh coisinha linda), e quando vi a Teresa quase não acreditei (porque eu tinha uma noção da história, da questão de só meninos). O filme me matou, tive que ficar de ressaca cinematográfica HAHAHA, para conseguir digerir tudo o que rolou no filme e, principalmente, no final dele. Espero por setembro como uma maluca desenfreada. 

Para convencer vocês de que talvez a adaptação da saga foi tão aprovada, conversei com três blogueiros/leitores insanos para saber o que eles acharam da saga que abalou o mundo moderno. 


Douglas Barros: Bem, eu gostei bastante do livro. Começando pelo nome "Correr ou morrer" que denota uma espécie de aventura, e talvez suspense. Nesse primeiro livro somos apresentados a partilhar a estória sob o ponto de vista de Thomas, o personagem principal. Mas a narrativa não é em primeira pessoa. Foi uma experiência muito boa ler esse livro, pois fui apresentado a uma estória diferente das que estou acostumado a ver e ler. O autor foi bem criativo ao colocar a trama em torno do labirinto, dos mistérios que o cerca, assim como, os perigos que esconde. Ele conseguiu fazer com que eu me sentisse um dos clareanos, a medida que, eu ansiava cada vez mais pela resposta de toda aquela "loucura". No geral é uma série bem instigante pois faz você querer saber o porquê daquilo tudo, mesmo você não gostando do livro.
Apenas uma ressalva, as aventuras de Thomas e os clareanos vai até o livro A cura mortal. Em Ordem de extermínio nós somos apresentados ao mundo antes da estória de Thomas, antes do labirinto e antes do ... melhor ler para descobrir.

Millena Marques: O que me fez amar Maze Runner foi, antes de qualquer coisa, a escrita do Dashner. Ele conversa com o leitor e evolui junto com ele. Maze Runner é um suspense, e é interessante descobrir as coisas junto com os personagens. E veja, eu sempre sinto aquela sensação ruim de "o personagem é vidente" - tem como entender? Eles estão em um labirinto (no primeiro livro), não lembram de nada, não sabem de nada e você se sente perdida com eles. É uma sensação de agonia e união. Eu amo tanto esse jeito simples e dinâmico de escrever. E o filme pega isso muito bem. É sensacional. Imagine uma união de Agatha C. e Ransom Riggs. Gostou da ideia? Se sim, vai gostar de Maze Runner.

Leilah Nogueir (confissões de um leitor): Apesar da história me prender, não consegui me apegar muito aos personagens – pelo menos não nesse primeiro volume. Com exceção do Newt e do Minho (aaah, Minho *-*), acabei não me importando muito com os outros personagens, nem mesmo com o Thomas. Tentei, de verdade, mas não consegui me conectar a eles, ou mesmo me afeiçoar. Respeito o Newt, adoro o Minho e até entendo o Thomas, mas não poderia me importar menos com o Alby e a Teresa. Apesar de o Chuck ter aquele ar de “irmãozinho caçula”, risonho e alegre, também não criei laços muito profundos com ele. Era como se eu observasse tudo através de um painel de vidro, e não como se realmente os conhecesse. Acho que o ritmo do livro acabou sendo tão rápido e enérgico que tivemos pouco tempo para conhecer e realmente gostar dos personagens – pelo menos foi o que aconteceu comigo. Acho que o autor poderia ter gastado um pouco mais de tempo (e páginas) para fazer com que pudéssemos conhecer melhor os Clareanos, dando mais profundidade e autenticidade para os mesmos. Nada que prejudique o nível da história, mas realmente contaria como ponto positivo. E também não consegui me conectar muito com a ligação do Thomas e da Teresa, acho que tudo ficou um pouco fraco e perdido, fora do perfil da história.. Sou uma romântica inveterada, adoro romances, mas 1) não senti essa ligação mística do Thomas e da Teresa e 2) não acho que ao menos fosse necessário um romance na história, ficou desnecessário e vazio… No geral, “Correr ou Morrer” foi uma grande surpresa para mim. Fiquei nervosa, angustiada, curiosa e apreensiva. Ri com o Minho e me quase arranquei os cabelos com o Alby. Do momento em que peguei o ritmo da leitura, quase não consegui largar mais o livro, de tão envolvida que estava. Esperava uma boa leitura, sim, ainda mais depois de ler O Jogo Infinito, mas não esperava que fosse gostar tanto. Não entrou na minha lista de favoritos, mas este primeiro livro de Maze Runner realmente me conquistou, cumpriu sua função de me entreter e me deixar louca pela continuação. A história em si já foi fantástica, mas quase morri com o epílogo. Minha vontade era de sair gritando e correndo pela casa, mas provavelmente me achariam maluca. Em pouco mais de uma página, James conseguiu me surpreender mais do que havia surpreendido em qualquer outra parte do livro, quando uma revelação abala tudo o que eu estava esperando depois daquelas páginas finais. Daria cinco estrelas, mas realmente pesou a questão do romance e da falta de ligação com os personagens. Ainda assim, só o bastante para tirar meio ponto, pois o resto da história compensou.


Acho que não é necessário mais uma palavra para entendermos que a série é realmente incrível e que apesar de alguns "deslizes", não deixa de ser tão empolgante. 

Agora só nos basta esperar até setembro e ler o segundo livro antes que lance o filme para conferirmos se a segunda adaptação será fiel à primeira. Espero que sim, até lá dou um jeito de lê-los, nem que eu me desdobre em mil!

É isso ai, espero que tenham gostado, porque eu adorei.

BEIJOS, CRANELA.
"Ser a Garota Legal significa que sou uma mulher gostosa, brilhante, divertida, que adora futebol, pôquer, piadas indecentes e arrotos, que joga vídeo game, bebe cerveja barata, adora ménage à trois e sexo anal… Garotas Legais são acima de tudo gostosas. Gostosas e compreensivas. Garotas Legais nunca ficam com raiva. Apenas sorriem de uma forma desapontada e amorosa e deixam seus homens fazerem o que quiserem. Vá em frente, me sacaneie, não ligo, sou a Garota Legal."



É com essa frase de "Garota exemplar", ou originalmente "Gone Girl" (garota desaparecida) que eu começo o post de hoje. 

O sucesso de Gillian Flynn chega hoje nas telonas do Brasil, adaptado por David Fincher e com Ben Affleck (Nick Dunne) e Rosamund Pike (Amy) nos papéis principais. "Garota exemplar" é classificado como um suspense que envolve o casamento, em que os parceiros simplesmente não sabem nem aonde o outro trabalha.

Amy está desaparecida. No desenrolar da trama, os suspense aumenta, ao mesmo tempo que as pistas vão se disseminando. Existem três versões do crime: a de Amy, descrita em um diário, a de Nick, principal suspeito da morte da mulher, e a principal versão, a verdadeira, que ainda está no ar.

Logo vou ver o filme e relato o que achei para vocês. Ah... e quando eu conseguir ler o livro, faço resenha (queria eu conseguir ler agora, hoje, antes do filme. O DIA TINHA QUE TER 72 HORAS). Desabafos à parte.

Confiram os trailers da adaptação:



Enquanto lia sobre o filme e o livro, achei um post da Intrínseca em que ela lista 10 motivos para assistir ao filme. Leia os 10 motivos enquanto ouvem a música instrumental (que me arrepiou toda) de Gone Girl.


1)      “Quem amou o livro vai sair do cinema com um sorriso sarcástico.” Entertainment Weekly
2)      “É um filme perversamente hipnótico, que redime a fé do espectador nos estúdios de cinema (mas não na polícia local, nos tabloides ou até mesmo no casamento).” Time Out New York
3)      “O filme é extremamente envolvente – embora deixe o espectador nauseado e inseguro sobre o que pensar a respeito de homens, mulheres, casamento e uma possível intimidade dado o exemplo de pessoas tão perturbadas.” New York Magazine/ Vulture
4)      “De uma precisão cirúrgica, macabramente engraçado e totalmente hipnotizador durante os 149 minutos de duração, esse thriller psicológico tenso e abrangente é o exemplo de uma união excepcional entre diretor e matéria-prima, e expressa com exatidão o cinismo de Fincher com relação à era da informação e seu fascínio pelo terror e violência escondidos sob a superfície do estilo de vida norte-americano contemporâneo.” Variety
5)      “Um thriller que inicialmente convida o espectador a torcer pela mulher e acreditar que o homem é a fonte de todo o mal. Mas, se o casamento é um mistério, então a verdade está no cruzamento dos fatos. O público fica torcendo para que o casal consiga emergir ileso desse conflito.” The Guardian
6)      “Sim, Garota exemplar é um mistério envolvente que atravessa uma narrativa divertida repleta de reviravoltas e surpresas, nem todas fáceis de engolir. Mas é também uma reflexão ácida sobre a morte do jornalismo, da mutabilidade do sistema judiciário, da crise econômica e, à frente de tudo isso, da insanidade do casamento.” Total Film
7)      “Você provavelmente não descobrirá o que vai acontecer até que finalmente aconteça.”Village Voice
8)      “Muitas histórias resumem-se a três palavras que o protagonista usa para se fazer a pergunta: Quem sou eu? Em Garota exemplar, Fincher vira essa dinâmica do avesso de forma dramática, fazendo Nick e Amy Dunne se perguntarem: Quem é você? O resultado é sensacional.” Digital Spy
9)      “É sobretudo uma deliciosa armadilha para os espectadores: o que começa com um suspense mortal do estilo ele-disse, ela-disse, dá uma guinada brusca e se transforma no tipo de conflito que talvez Brian De Palma pudesse ter criado em seu sótão 20 anos atrás.” Daily Telegraph
10)  “Garota exemplar evolui simultaneamente como uma sátira mordaz da cobertura midiática sobre violência doméstica como entretenimento de massa.” Screen International

Ouvi o áudio 3 vezes, e nas três fiquei arrepiada. Tô indo pro cinema. Tchau galera.

Beijos, cranela.
Quem foi ao cinema em junho (caramba, já faz muito tempo!) assistir “A culpa é das estrelas”, pode presenciar o trailer do filme “Se eu ficar” (Chloë Grace Moretz/Jamie Blackley), baseado no drama e best seller de Gayle Forman (2009). 



(primeira capa do livro)

(capa inspirada no filme)

Enquanto o público esperava para começar a chorar com as cenas de “A culpa é das estrelas”, uma cartada de mestre relacionado ao público-alvo foi lançada. Para assistir um, você teria que chorar assistindo ao trailer de outro. Os corações moles que o digam (eu). Não bastava derramar litros por um filme, você teria que derramar litros por outro que nem havia lançado ainda, mas que seria muito esperado pela galera entre 12 e 18 anos (principalmente, não que outras idades não possam assistir, até porque eu assisti e irei assistir!). Veja o trailer:




O filme tem a cidade de Portland como plano de fundo, mas a cidade é fachada. O plano de fundo real é uma cama de hospital e as lágrimas. Enquanto Mia (Chloë Moretz) está em coma, ela tem seu espírito projetado (espero que vocês entendam), presenciando o sofrimento de todos que a amam, mas principalmente de seu namorado, Adam (Jamie Blackley).




Após sofrer o acidente, ela percebe que sua família se fora, e agora precisa ter força para lutar contra o coma que a domina e a dor de ver todos a sua volta sentindo a perda de sua família e temendo pela sua perda.

Relamente é para fazer chorar. O filme mescla momentos de felicidade do cotidiano de Mia com a tristeza e a dor do hospital. Ao mesmo tempo em que o público ri e se diverte com as aventuras da menina, a angústia e a dor entram em ação provocando uma grande agonia.

O filme tem estréia hoje no Brasil (04), e eu vou assistir. Então como é que eu estou falando tudo isso para vocês? Simples, o filme é, basicamente baeado no livro, eu estou lendo o livro. Eu vi os trailer e eu sou vidente. Não! Esse último não. Mas depois de muito ler sobre, pude ter certeza do meu pré-julgamento.



Quando eu terminar de ler o livro, faço um vídeo-resenha para vocês e aproveito para contar sobre o filme. Até porque vou aproveitar o gancho, né?

Quem for assistir, que tenha um bom filme e depois me conte a sua opinião sobre. A opinião de vocês é mais válida que a minha.  

Beijos, Cranela.
Oi galera. Ontem saiu o primeiro trailer do best seller "Cinquenta tons de cinza" que é referência ao primeiro livro da trilogia, tendo como sequência "Cinquenta tons mais escuros" e "Cinquenta tons de liberdade". Escritos por E L James, o fenômeno protagonizado por Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan), chega as telinhas no dia 12 de fevereiro de 2015 aqui no Brasil, antes mesmo da estreia nos EUA (somos fodas).




O alvoroço foi muito grande, no meu feed do Facebook, era possível contar na palma da mão os posts que não tinham relação alguma com o filme. 

Vamos conferir o trailer? (está legendado)



Tenho que confessar que já vi o trailer milhares de vezes e não me cansei. É super interessante o quanto a estratégia de marketing deles foi genial! Lançaram o trailer sete meses antes do filme. METADE DE UM ANO. Tudo para as pessoas como eu ficarem mega ansiosas pela estréia do filme. E é obvio que eu vou na estréia (se tiver pré, vou na pré), até porque já li os três livros e garanto, são ótimos. 



Ah, vocês viram que a diva Queen B. fez toda uma "remoldagem" na música "Crazy in love" para o filme? Sim pessoal, a diva está cantando no filme! Não encontrei a música com o novo arranjo, mas provavelmente sairá junto com toda a trilha sonora do filme. Ficaremos no aguardo, né?

Vocês reconhecem aquele beijo e aquele elevador? Bom, vamos relembrar:



"— Está pronta? — ele pergunta-me. 
Confirmo. Pergunto-me sobre o que era a conversa. Pega uma jaqueta azul marinho, agarra as chaves do carro e se dirige à porta. 
— Você primeiro, senhorita Steele, — murmura me abrindo a porta. 
Tem um aspecto elegante, embora informal.
Fico olhando-o por um segundo mais. E pensando que dormi com ele esta noite, e que, fora às tequilas e o vômito, continua aqui. Não só isso, mas além disso quer me levar a Seattle. Por que a mim? Não o entendo. Cruzo a porta recordando suas palavras: "Há algo em ti...". Bom, o sentimento é mútuo, senhor Grey, e quero descobrir qual é seu segredo. Percorremos o caminho em silencio até o elevador. Enquanto esperamos, levanto um instante à cabeça para ele, que está me olhando. Sorrio e ele franze os lábios.
Chega o elevador e entramos. Estamos sozinhos. De repente, por alguma inexplicável razão, provavelmente por estar tão perto em um lugar tão reduzido, a atmosfera entre nós muda e se carrega de elétrica e excitante antecipação. Acelera-me a respiração e o coração dispara. Ele olha um pouco para mim, com olhos totalmente impenetráveis. Olha-me o lábio.
— Foda-se a papelada - Encosta-se em mim e me empurra contra a parede do elevador. Antes que me dê conta, me sujeita os dois pulsos com uma mão, levanta-os acima da minha cabeça e me imobiliza contra a parede com os quadris. Minha mãe. Com a outra mão me agarra pelo cabelo, puxa-o para baixo para me levantar o rosto e cola seus lábios aos meus. Quase me faz mal. Gemo o que lhe permite aproveitar a ocasião para colocar a língua e me percorrer a boca com perita perícia. Nunca me beijaram assim. Minha língua acaricia timidamente a sua e se une a uma lenta e erótica dança de sensações, de sacudidas e empurradas. Levanta a mão e me agarra a mandíbula para que não me mova. Estou indefesa, com as mãos unidas acima da cabeça, o rosto preso e seus quadris me imobilizando. Sinto sua ereção contra meu ventre. Meu deus... Deseja-me.
Christian Grey, o deus grego, deseja-me, e eu o desejo, aqui... Agora, no elevador.
— É... tão... doce, — ele murmura entrecortadamente.
O elevador se detém, abre-se a porta, e em um abrir e fechar de olhos me solta e se separa de mim. Três homens trajados de ternos nos olham e entram sorridentes. Pulsa-me o coração a toda pressa. Sinto-me como se tivesse subido correndo por um grande morro. Quero me inclinar e me sujeitar às risadas, mas seria muito óbvio.
Eu o olho. Parece absolutamente tranquilo, como se tivesse estado fazendo palavras cruzadas do Seattle Time. Que injusto. Não o afeta o mínimo a minha presença? Olha-me de esguelha e deixa escapar um ligeiro suspiro. Valeu, afeta-o, e a pequena deusa que levo dentro de mim, sacode os quadris e dança um SAMBA para celebrar a vitória. Os homens de negócios descem no primeiro andar.
— Você escovou os dentes — ele fala me olhando fixamente.
— Usei sua escova.
Seus lábios esboçam um meio sorriso.
— Ai, Anastásia Steele, o que vou fazer contigo?
As portas se abrem no vestíbulo, agarra-me a mão e sai comigo.
— O que terão os elevadores? — ele murmura para si mesmo, cruzando o vestíbulo em grandes pernadas. Luto por manter seu passo, porque todo meu raciocínio ficou esparramado pelo chão e as paredes do elevador número 3 do hotel Heathman. 

É isso ai galera, curtiram? Eu adorei.

BEIJOS, CRANELA.





Batman. De todos os personagens em quadrinhos talvez o mais interessante. Para mim, com certeza existem pelo menos quatro heróis entre Marvel e DC mais relevantes: Demolidor (meu preferido), Wolverine (clichê), Sandman e Monstro do Pântano (embora os dois últimos estejam mais associados a entidades supremas e elementares). Bom então o que me motivou a escrever sobre o herói? Uma vez que não é meu preferido, não tem super-poderes (hahaha) e certamente já foi dito tudo sobre ele.

Opinião. Todas as discussões, de fato, já podem ter sido feitas. Então, entramos aqui no campo das opiniões. Sem ficar preso a conjecturas estabelecidas pelos quadrinhos ou fanatismo. No caso desse texto, vou colocar minha opinião sobre o Batman do cinema atual. Sim, apenas no cinema.

Em 1943 Lewis Wilson foi o primeiro ator a encarnar o Cavaleiro das trevas fora das páginas de quadrinhos. Porém, não vou analisar a atuação dele, de Robert Lowery (1949) e Adam West (1966) por dois simples motivos. Era outra época a pegada era diferente e o viés era mais cômico. O cinema só teria uma encarnação mais fiel do Batman em 1989 com Michael Keaton (1989, 1992) com o filme “Batman” de Tim Burton.

Mesmo com diversas alterações na história dos personagens, a ambientação de Gotham e a caracterização dos personagens seguiu bem próxima dos quadrinhos. Depois de Keaton, quem utilizou o manto do cavaleiro das trevas foram: Val Kilmer (1995), George Clooney (1997) e Christian Bale (2005, 08 e 12). Foram 25 anos desde do “Batman” de Burton e o “Cavaleiro das trevas ressurge” de Christopher Nolan.   Embora o período seja longo, cabem as comparações, porque estamos falando de um cinema moderno e com linguagem semelhante. Seria injusto comparar estes filmes do herói, aos realizados na década de 40 e 60, onde tudo era mais bonitinho e os heróis eram figuras cômicas que serviam de alívio para a sociedade. Vale ressaltar todo suporte técnico e pós-produção que envolve os filmes atualmente. Feito esse pequeno panorama do personagem no cinema, desconsiderando as produções paralelas como comerciais, curtas metragens e seriados, me volto para um tema  em questão: Qual ator interpretou o melhor Batman no cinema atualmente? Vou me focar nesse ponto simplesmente por que os filmes em si, são sobre a vingança do herói.  Onde toda a atmosfera que o cerca é apresentada por este prisma. Ficando mais interessante falar desse universo gótico e cheio de distorções da morais.




Agora, a resposta para pergunta é simples e até superficial, Michael Keaton. Por isso vou explicar por que o considero a melhor atuação de Batman nos cinema. Na época da produção o ator foi rechaçado pelos fãs. Entretanto de todos os quatro interpretes mencionados de 1989 há 2012, foi de longe o que mais conseguiu se impor o Batman em relação ao vilão do filme. E fã do Morcego encapuzado sabe: nenhum outro herói tem uma lista vilões tão interessante. Só para citar alguns dos mais memoráveis: Coringa, Mulher - Gato, Pinguim, Duas Caras, Charada, Bane, Hera Venenosa e Mr. Freeze.

Nesse detalhe Michael Keaton foi melhor que os demais, mesmo contracenando com Jack Nicholson, Danny Devito, Michelle Pfeiffer e Christopher Walker, o ator impôs um personagem arrogante, sombrio e com presença de cena.  A caracterização do Batman de Tim Burton também foi um ponto alto. O diretor afirmou na época não conhecer o personagem a fundo, ponto discutível é claro. No entanto liberou o ator para acrescentar detalhes mais sádicos e um certo humor negro ao personagem.

Essas características ficaram esquecidas nas duas continuações de Joel Schumacher e na trilogia de Nolan. Podem parecer pouco esses detalhes por mim afirmados, porém comparando Keaton com Bale (Batman de Nolan) fica fácil entender o por quê. Em nenhum dos três filmes da nova trilogia de Nolan o vilão foi superado ou mesmo subjugado em presença de cena pelo Batman de Bale. O ator que é conhecido por se entregar ao personagem foi ofuscado por um herói militarizado dependente da tecnologia. Outro problema, é simplesmente o fato desse Batman ser domesticado, um garotão grande, que chora para Alfred o tempo todo é pouco violento e também é  medroso.
Christian Bale trouxe para o personagem todo seu talento como ator, a entrega dele é visível. Sofreu com a racionalização de Nolan para o herói. Ao aproximar o Batman de uma realidade coerente o diretor, esqueceu que seres humanos em situações extremas se tornam violentos e cometem erros condenáveis. Nem todas as ações de um homem buscando vingança podem ser 100% legitimas e descentes. E o Batman sempre foi um personagem que cometia erros condenáveis em suas ações, desde a tortura a invasão de privacidade. Só foi possível vislumbrar esses pontos, no primeiro filme e ainda sim por um breve instante.

Mesmo assim, Liam Neeson e sua interpretação Ra’s Al Ghul ofuscou qualquer tentativa de Bale de construir um herói que cativasse mais que o vilão.  Nas continuações da trilogia de Nolan, podemos perceber com mais clareza a fraqueza na construção do personagem feita pelo diretor. Heath Ledger exemplifica minha afirmação. O ator também foi condenado pelos fãs (pelo jeito ajuda nas atuações) do herói, que odiaram sua escolha como Coringa. Ele, no entanto, fez quem assistiu o filme esquecer o Batman. O Coringa caótico, trazido pelo ator, é, por muitos, considerado a melhor interpretação desse vilão. Foi tão marcante que mereceu Oscar póstumo (mesmo muito falando que o ator só ganhou por que faleceu). Bom, não se pode afirmar nada com relação à premiação.


Do outro lado um apático Batman tentava se sustentar em cima de um romance que não cabia na historia. Bale ficou dividindo atenção com personagens secundários e mesmo assim não conseguiu destaque. Nem em momentos solo do ator no filme a essência do herói conseguia ser trazida à tona. Como pode ser visto nas cenas dentro da boate com Salvatore Maroni (Eric Roberts) onde o desespero no personagem é lamentável, já que se trata de uma seqüência cheia de lacunas e com fim irônico. (continua)

Emir Bezerra, Colunista.
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Cranela é a singela mistura de cravo e canela. Dizia Jorge Amado "Gabriela".

Gabriela Cadamuro, canceriana, 24 anos. O jornalismo é a minha vida e a escrita é mais ainda, o chocolate é a forma de adocicar-me enquanto o café é de amargar-me. Tudo aqui foi e é criado com a vontade do ler, escrever, conhecer e amar. Tem muito mais por ai. Beijo, Cranela.

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