Cranela ›› Blog por Gabriela Cadamuro

UMA MISTURA DE CRAVO E CANELA

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Homens ou mulheres, todos estão propensos a cair em desilusões tanto emocionais quanto familiares ou até mesmo profissionais, mas isso não pode te impedir de seguir em frente ou continuar tentando e buscando novos rumos e direções.

Não é porque um amor de anos não deu certo, ou até mesmo um casamento, que você terá que desistir de relacionamentos ou desencantar das pessoas e desacreditar em um novo romance. As pessoas não são iguais e, se não deu certo com a antiga, você não poderá culpar a atual pelos erros do passado e insistir que não dará certo e que não vai ser bom. Quanto mais você for pessimista em um relacionamento, mais difícil será de ele dar certo. Isso, na verdade, vai depender mesmo de você. E se não der, não há problema porque esse é o ciclo da vida, até que o seu ciclo emocional se feche porque ali você terá encontrado quem Deus destinou à você.

Na vida profissional não muda muito. Claro que é complicado sair de vários empregos ou ser demitido por motivos que nem justifiquem algo que você fez, mas por circunstâncias do tempo ou momento. Ou até mesmo não estar satisfeito em um lugar por conta de não ter sido aceito lá. Vai desistir? Achar que tudo está perdido e que aquele lugar que você tanto ama não é para você? Para! As coisas não se resolvem da forma mais dolorosa e fácil. As coisas são difíceis de se resolverem, acredite, mas são as melhores opções. Não desista de procurar um emprego ou fazer aquilo que ama porque aparentemente estão te travando nesse rumo.

E se a família não tá boa? Conversa! A conversa, a explicação e o companheirismo são as melhores ações para se tomar em momentos assim. Se afaste de quem não te traz nada de positivo, MESMO que seja sua família. Se abra para quem você ama, mãe, pai, marido. Converse e tente entender a posição do outro também, porque ninguém é obrigado a adivinhar seus medos e temores. Ninguém é obrigado a saber o que você aceita ou não. Assim você não precisa desistir da sua família nem do seu relacionamento familiar.

Confie mais em si mesmo e deixe a vida te guiar, pare de ser tão certinho e seguir regras. "Vou namorar depois da faculdade", "Vou casar só com 30 anos e ter filhos com 35", "Vou embora da minha casa porque não aguento mais brigar com minha mulher", "Vou pedir demissão porque não sei lidar com gente que não gosta de mim por pura birra". E assim vai. Ou você se aceita e se permite ou nunca será feliz verdadeiramente, fica a sua escolha.

Sejamos sinceros, escrever não é uma tarefa fácil.. A atividade exige muito de nosso cérebro e, por mais que você tenha se dedicado e dado o seu melhor naquele texto, ele nunca parece bom o suficiente. Sofro desse mal desde quando resolvi fazer jornalismo pela simples paixão de escrever. Nada parecia digno. Lia aqueles autores renomados com a escrita perfeita e nunca conseguia igualar minha produção textual com eles. Mas é claro, quanto pretensiosismo. Com simplórios 22 anos nas costas e muitos textos para serem lidos pela frente, nunca poderia ser como esses autores. Parei de sofrer com isso enquanto produzia meu TCC e a lição que tirei é a de que devemos confiar naquilo que escrevemos quando o fazemos com o máximo de nossas capacidades.

Quando a autora de Um beijo no escuro me procurou, confesso que encarei o livro com as mínimas expectativas possíveis, mas lá no fundo me senti orgulhosa de ver pessoas como a Brenda conseguindo realizar o sonho de publicar um livro. A história de uma jornalista com a vida destruída por conta de um acidente prometia seguir apenas o rumo do romance. Principalmente no momento em que ela se encontra com o novo médico bonitão do marido, que está em coma por cinco anos. Mas a descoberta de uma possível traição mexe com a história e nos leva rumo ao suspense quase policial que Brenda conseguiu criar. O que mais me surpreendeu foi a criação de um enredo que, ao final do romance, não deixou nenhuma ponta solta.
Com a estrutura muito parecida com romances policiais no estilo Arthur Conan Doyle, Brenda consegue segurar o seu leitor até a última página para a total revelação de tudo que estava suspenso ao longo do livro. Apesar da escrita um tanto imatura, o que é completamente normal para quem está entrando agora no mundo da literatura, sinto que existe muito potencial dentro da autora.
Se eu pudesse aconselhar a novos escritores como ela, diria para não pararem de escrever. Nunca. E também, não parem de ler. Nunca. Quanto mais se lê e mais se pratica a escrita, mais se aperfeiçoa o texto.
Decidi começar esse texto falando sobre minha insegurança na escrita, pois foi o livro de Brenda que me fez, mais uma vez, perceber que o crescimento é constante. E que mesmo que talvez não esteja tão bom agora ou não seja a sua obra prima, o esforço e a dedicação vão se encarregar de aprimorarem suas capacidades. Escrever requer vontade e paixão, que muitas vezes fraquejam e nos fazem ficar frustrados. O ímpeto de Brenda de seguir com um romance e organizá-lo tão bem servem de lição para quem ama escrever, mas que ainda se esconde sob a sombra da insegurança.

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Hoje é dia nacional do livro, que delícia, não? E essa semana tá rolando a Festa Literária de Maringá (FLIM), e sabe quem abriu a festa e foi o homenageado do ano? Laurentino Gomes (esse fofo ai da foto).



Eu tenho certeza que vocês conhecem a trilogia dele, ou pelo menos ouviram falar da história do Brasil contada nos livros do Laurentino (1808, 1822 e 1889). E adivinhem? Ele me deu uma entrevista maravilhosa, sensacional e incrível, e ainda mandou beijinho pro Cranela, acreditem! Vamos ver a entrevista?



Gostaram? Vai ter mais entrevista, viu? Com pessoas incríveis e mais coisas sobre a FLIM, então fiquem de olho aqui no blog e no face pra vocês não perderem nada! 







Agradeço à ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE MARINGÁ, pelo apoio e ajuda na entrevista, ao fotógrafo André Renato e, claro, ao Laurentino, por ser tão gentil comigo durante a entrevista e todo o mês que eu enchi o saco dele pra várias outras entrevistas. Obrigada a todos!

Beijos, Cranela.
Oi galera! Sou uma apaixonada por livros, isso todos já puderam perceber, e sou apaixonada por tatuagens também. Por isso o assunto de hoje é "TATUAGENS LITERÁRIAS". Juntando o útil ao agradável criou-se essa maravilha.

Por que falar disso? Eu tenho uma! Minha tatuagem é do livro "A culpa é das estrelas", e a frase é "Some infinities are bigger than other infinities - Alguns infinitos são maiores que outros" (foto). E sim, é na costela. E não, não doeu, só na hora que o tatuador fez as letras maiores, porque contorno dói só um pouquinho.


Minha meta é fazer uma outra literária, uma frase do Charles Bukowski e uma margarida de "Quem é você, Alasca", mas tem tempo para pensar nisso.

Só quem é apaixonado por literatura, filmes, séries, desenhos, etc, etc, sabe o quanto certas coisas marcam, por isso separei algumas tatuagens para vocês, que são "únicas" e muito criativas. Vamos ver se vocês descobrem de qual filme/livro é.














Incrível! Algumas pessoas transformam a tatuagem literária com seu próprio perfil, é como se fosse a marca dela. 

Um segredo: me inspirei na última tatuagem para fazer a minha, pegando o símbolo do infinito e transformando-o com a frase do filme. Até hoje não vi ninguém igual a minha.

Então é isso, que fique de inspiração para aqueles que tem vontade e estão em dúvida.

BEIJOS, CRANELA.
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Autora





Cranela é a singela mistura de cravo e canela. Dizia Jorge Amado "Gabriela".

Gabriela Cadamuro, canceriana, 24 anos. O jornalismo é a minha vida e a escrita é mais ainda, o chocolate é a forma de adocicar-me enquanto o café é de amargar-me. Tudo aqui foi e é criado com a vontade do ler, escrever, conhecer e amar. Tem muito mais por ai. Beijo, Cranela.

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