Vingadores 2: Uma continuação apenas pretensiosa


Poderíamos dizer que o assunto já é antigo. Que o frenesi da estreia já passou, porém, a batata ainda está assando, e muita gente está falando de “Vingadores 2: A Era de Ultron. Contudo, a única verdade para esse filme são os números, mais de U$ 500 milhões de lucro, até alguns dias atrás (sem precisar valores, pretensão demais). O enredo em si, cheio de lacunas, o vilão interessante, só que esquecível. Também não era fácil para o ator James Spader, convencer como aconteceu com o interprete de Loki (sem nomes, deixa você usar a memória), sendo um robô, e com roteiro mal elaborado. Junte a tudo isso, um plano estúpido, excessos (Mercúrio), mas um romance bobinho e temos a Marvel perdendo a chance de ser grande, não apenas nós lucros, mas na relevância.
A continuação de Vingadores, só não cairá no limbo, por que existe uma complexa historia sendo montada desde o primeiro filme do Capitão América (Sim! Os filmes Homem de ferro estão numa realidade paralela rs...). A verdade aqui é simples, a casa das ideias, fez o que todos os estúdios fazem, subiu no salto. Esqueceu a humildade e montou um filme de explosões, sem profundidade, arrumando as pontas soltas, e mostrando peitos e bundas.
Não estou dizendo que seja péssimo muito pelo contrário, é uma excelente diversão, mas não instiga. Eu assisti duas vezes no cinema, e sai com sensação que gastei dinheiro demais. O tipo de produção que não leva a lugar nenhum, existindo ou não, pouco acrescenta à trama. Apenas apresentou uma galerinha nova, matou o mutante chato, fez o Hulk fugir da Viúva Negra e mostrou a família de Barton. Acreditei sinceramente que o filme fosse começar uma guerra entre os protagonistas. Que o Visão seria mais relevante, e menos sem graça. Que a Feiticeira Escarlate não seria tão bestinha. Pensei que o “Gigante esmeralda” seria a ameaça do filme. No entanto, fomos enganados por um trailer: Cheio de cenas que não fazem parte do corte final, um clímax que não é tom do filme, que mais parece uma piada sem graça e um vilão muito mal aproveitado.
Sem sadismo, infantilizado, levaram a sério demais a conexão com Pinóquio (se pensar bem, pelo tanto de falsas ideias, só faltou mesmo, o nariz crescer). Ultron, apenas figurou, toda a destruição causada pelo vilão, com aquele finalzinho feliz, perdeu sentido. Tudo muito tranquilo, nem parecia que uma cidade inteira tinha sido destruída. Claro, esse ponto será mais bem explorado nos demais filmes, principalmente em Capitão América 3. E por este motivo, assistir o filme é apenas por entretenimento, diferente do que ocorre na maioria dos filmes do estúdio, tudo que se começou será mais detalhado e significativo para as demais produções.

Não é pecado ser inferior ao primeiro filme, até uma regra em Hollywood. Entretanto, todas as sequencias por pior que fossem, acrescentavam algo ao espetáculo. Não é o caso aqui, você assistiu a uma bela montagem de cenas de ação. Sem respostas, sem dúvidas, sem graça muitas vezes, e descartável. O subtexto que incorporava a ideia de criação e criador, em nada interfere no filme. Não existe um dialogo se quer mencionando esse dilema, apenas à arrogância do Homem de Ferro, querendo fugir da responsabilidade de ser herói. Contradizendo totalmente a motivação que o levou a criar o alter-ego em forma de armadura. Estranho, mas parece que estão ficando sem argumentos na Marvel para continuar essa historia. Agora é só esperar as reviravoltas. Todavia, Vingadores 2 faz o esperado, lucra, lucra e lucra.  
EMIR BEZERRA, COLUNISTA

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