Você está apaixonada por mim
— Você está apaixonada, né?
Ela me olhou assutada e depois deu de ombros. — Não.
— Olha Mag, eu estou vendo que você parou de me provocar, parou de brincar, às vezes eu te pego sorrindo ai, sozinha.
— E isso quer dizer que eu estou apaixonada, Slutt? — a sobrancelha direita levantou num ar de ironia.
— Você parou de me beijar.
— Slutt! — ela arregalou os olhos. O sol batia neles e os deixava num castanho lindo. Eu conseguia ver dentro da alma dela.
— Quando você arregala o olho assim e bate o sol — apontei pro olho dela — consigo ver sua alma, e sabe o que eu enxergo?
— O quê?
— Uma menina que é super forte e durona, que é trouxa e mais maluca que eu, que não liga para o que os outros pensam e que vive da forma mais intensa que consegue, mas que tem um coração tão despedaçado, incapaz de amar. — ela ficou branca e engoliu seco.
— Está enganado.
— Mag, você é fria quando se trata de relacionamentos.
— Você também.
— Mas caralho, eu estou vidrado em você, sem querer uma coisa séria e ao mesmo tempo querendo, estou vidrado no teu sorriso e nos teus olhos, no teu nariz empinado. Quero cuidar de você, Mag. — coloquei a cabeça entre os cotovelos.
— Acho que está na minha hora de ir.
— Eu não quero te ver ir, não dá.
— Slutt, olha pra mim — ela se ajoelhou na minha frente e pegou minha cabeça nas suas mãos — Slutt, você é tudo que ainda me faz ter sentimentos, tá? Saiba disso, eu só vou pra casa porque vai chover — apontou pro céu — mas eu sempre volto, sempre volto pra você.
— Claro.
— Porra, eu não sou romântica, não sou fofa, eu sou fria e eu gosto de ser fria. Gosto dessa merda toda que eu tenho com você de enrola e não enrola. Gosto Slutt. Eu estou aqui ajoelhada na tua frente e mandando você parar de ser babaca. Você é filho da puta, é o cara mais filho da puta que eu conheço, tá legal? E eu gosto de você assim.
— Filho da puta? — não entendi. — Gosta de ser traída e magoada?
— Não Slutt! Gosto da tua forma trouxa de ser. Você é safado, tarado e não quer compromisso e eu também não, mas você nunca deixou de ser meu melhor amigo e nunca deixou de me satisfazer. Você nunca me trocou ou ficou com alguma outra garota… e eu também não.
— Está dizendo o quê?
— Tô dizendo que… ah, pensa ai, você é esperto. Agora vou indo porque eu vou tomar chuva.
— Posso te beijar? — sorri e ela riu. Me levantei e segurei seu rosto nas minhas mãos. Ela era tão pequena.
À um centímetro da sua boca ela sorriu. — Acho que hoje você fica na vontade. — me deu um beijo no rosto e saiu. — Tchau trouxão. Se cuida ai.
— Mag, você tá fodida!
— Olha Mag, eu estou vendo que você parou de me provocar, parou de brincar, às vezes eu te pego sorrindo ai, sozinha.
— E isso quer dizer que eu estou apaixonada, Slutt? — a sobrancelha direita levantou num ar de ironia.
— Você parou de me beijar.
— Slutt! — ela arregalou os olhos. O sol batia neles e os deixava num castanho lindo. Eu conseguia ver dentro da alma dela.
— Quando você arregala o olho assim e bate o sol — apontei pro olho dela — consigo ver sua alma, e sabe o que eu enxergo?
— O quê?
— Uma menina que é super forte e durona, que é trouxa e mais maluca que eu, que não liga para o que os outros pensam e que vive da forma mais intensa que consegue, mas que tem um coração tão despedaçado, incapaz de amar. — ela ficou branca e engoliu seco.
— Está enganado.
— Mag, você é fria quando se trata de relacionamentos.
— Você também.
— Mas caralho, eu estou vidrado em você, sem querer uma coisa séria e ao mesmo tempo querendo, estou vidrado no teu sorriso e nos teus olhos, no teu nariz empinado. Quero cuidar de você, Mag. — coloquei a cabeça entre os cotovelos.
— Acho que está na minha hora de ir.
— Eu não quero te ver ir, não dá.
— Slutt, olha pra mim — ela se ajoelhou na minha frente e pegou minha cabeça nas suas mãos — Slutt, você é tudo que ainda me faz ter sentimentos, tá? Saiba disso, eu só vou pra casa porque vai chover — apontou pro céu — mas eu sempre volto, sempre volto pra você.
— Claro.
— Porra, eu não sou romântica, não sou fofa, eu sou fria e eu gosto de ser fria. Gosto dessa merda toda que eu tenho com você de enrola e não enrola. Gosto Slutt. Eu estou aqui ajoelhada na tua frente e mandando você parar de ser babaca. Você é filho da puta, é o cara mais filho da puta que eu conheço, tá legal? E eu gosto de você assim.
— Filho da puta? — não entendi. — Gosta de ser traída e magoada?
— Não Slutt! Gosto da tua forma trouxa de ser. Você é safado, tarado e não quer compromisso e eu também não, mas você nunca deixou de ser meu melhor amigo e nunca deixou de me satisfazer. Você nunca me trocou ou ficou com alguma outra garota… e eu também não.
— Está dizendo o quê?
— Tô dizendo que… ah, pensa ai, você é esperto. Agora vou indo porque eu vou tomar chuva.
— Posso te beijar? — sorri e ela riu. Me levantei e segurei seu rosto nas minhas mãos. Ela era tão pequena.
À um centímetro da sua boca ela sorriu. — Acho que hoje você fica na vontade. — me deu um beijo no rosto e saiu. — Tchau trouxão. Se cuida ai.
— Mag, você tá fodida!
CONTOS DE UM CASAL FORA DOS PADRÕES
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